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Taxa de esforço acima dos 35% e agora?

Atualizado: 9 de ago. de 2022

Antes do mais, importa explicar o que é a taxa de esforço e para que serve.

A taxa de esforço é uma ferramenta usada para calcular o nível de endividamento, tendo por base o rendimento familiar. Ou seja, não é mais do que a divisão dos créditos pelo rendimento.

Exemplo prático:

A família cardoso tem um rendimento de 2500,00 mensais com as seguintes responsabilidades:

Crédito auto: 150,00

Crédito casa: 400,00

Crédito pessoal: 82,00

Total: 632,00

Taxa de esforço da família cardoso

632,00 / 2500,00 = 25%

Tendo por base a taxa de esforço, a família Cardoso tem uma taxa de esforço abaixo da indicada como aconselhável.

Porque a taxa de esforço não deve ultrapassar os 35%? A taxa de esforço calcula apenas a percentagem que os créditos têm sobre o rendimento familiar, mas aos créditos acrescem outras despesas referentes ao quotidiano, como água, luz, gás e até mesmo transporte e alimentação, já não considerando outras despesas como por exemplo escola dos filhos. Tudo isso causa esforço no orçamento familiar, considera-se que os 35% é o valor máximo para que a família possa fazer face às outras despesas sem sobre esforço e ainda tenha alguma capacidade de aforro.

Atualmente já não é calculada apenas a taxa de esforço, mas sim a DSTI (Debt Service-to-Income), permite incluir outras variáveis que não só os créditos para calcular a capacidade de endividamento do cliente. Esta ferramenta foi criada para complementar a taxa de esforço e com isso evitar o sobre endividamento das famílias.

No caso do crédito habitação com o alargamento do prazo para os 40 anos, muitos dos clientes terão uma parte do seu crédito a pagar estando reformados, logo com um rendimento menor, ao calcular apenas a taxa de esforço à data de contratação ela não reflete a sobrecarga após reforma, a DSTI por sua vez tem na variável o tempo e o decréscimo de rendimento na reforma, tornando mais realista o poder de endividamento a longo prazo.

Claro que cada caso é um caso e também devem ser considerados outros fatores, como por exemplo o disponível financeiro, tendo isso em conta o aconselhável são os 35% mas não deve ultrapassar os 50%

Atualmente existem mecanismo ao alcance das famílias que permitem reduzir a taxa de esforço, como por exemplo: negociar os créditos (aumentar o prazo reduzir a mensalidade) ou o crédito consolidado, nesta última opção em vez de renegociar as dividas, junta os créditos num só, passando com isso a uma única mensalidade menor.

Exemplo prático:

A família teixeira tem o rendimento mensal de 2000,00 e os seguintes créditos:

Crédito automóvel: 200,00

Crédito de casa: 450,00

Crédito pessoal: 300,00

Cartões: 100,00

Total: 1050,00

Logo a família Teixeira tem uma taxa de esforço de 52%, acima do máximo e bastante acima do recomendado. Agora vamos consolidar os créditos da família. Têm em créditos um total de 40.000,00 (incluindo o automóvel os pessoais e até os cartões). O importante para esta família é reduzir ao máximo as mensalidades para começarem a poupar para a faculdade do filho, assim sendo como vamos apenas consolidar podemos estender o prazo até aos 120 meses.

40.000,00 em 120,00 mensalidade 590,59

Com esta consolidação a família ficou com uma taxa de esforço de 29% e uma poupança de 459,41 mensais.



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